Literatura de Verdade

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Triste fim de Guido Mantega

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Que tal tentar o tupi?

É dura a vida de ministro no Brasil – e não estou nem falando do comunista (comunitário?) Ministério do Esporte. Há meses que se fala no processo de desindustrialização por que passa o país, mas foi só o Ministério da Fazenda anunciar medida para proteger a indústria nacional que a chiadeira começou. Até o Supremo Tribunal Federal caiu em cima do ministro Guido Mantega por causa do aumento do imposto para os carros importados e adiou a decisão.

Eu sei, você vai dizer que a alta do IPI para os estrangeiros é fruto de lobby das montadoras nacionais. Ok, faz sentido, mas vamos dar algum crédito ao ministro Mantega, que nos conduz serenos por marolas tranquilas. Prefiro acreditar que a decisão do governo de taxar os veículos importados partiu do mais genuíno sentimento de patriotismo, que, ao melhor estilo Policarpo Quaresma, obviamente saiu pela culatra.

Tudo bem, JAC Motors e companhia limitada já se prontificaram a montar fábricas por aqui, mas não dá para falar exatamente em vitória, certo? A questão é que o Brasil não precisa de mais impostos para os estrangeiros; precisamos de menos impostos para os brasileiros. Não sou especialista nem nada e fico até envergonhado de perguntar, mas a questão é inevitável: que mal teria manter o mesmo imposto para as montadoras estrangeiras e baixar o das nacionais?

A questão, ministro Mantega, (e segura essa, Gonçalves Dias!) é que minha terra tem carteiras que não param de vazar, é IPTU na veia e o tal do IPVA. E se o imposto ainda se metamorfoseasse em benesses, a gente até que se resignava, mas pagar pelos serviços essenciais duas vezes já perdeu a graça há algum tempo. De duas uma: ou usam o dinheiro bem ou cobram menos imposto, porque não dá mais para aturar as saúvas a levar a plantação embora na surdina.

Não sei você, mas eu já cansei desse medinho dos políticos de desagradar ao povão com a aprovação de medidas essenciais – ainda que momentaneamente impopulares. O governo contrata aos montes, gasta aos montes, desperdiça aos montes e incumbe seus ministros de se virar nos 30 e entreter o país com acrobacias tributárias. Se for para ficar brincando de IPI em nome do produto nacional, fica uma sugestão mais radical e produtiva: regridamos todos ao tupi. Vai que numa outra língua a coisa toda faz sentido.

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Written by Rodolfo Borges

Outubro 22, 2011 às 12:14 am

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